31 de julho de 2017

[Resenha] Apenas um Sonho


APENAS UM SONHO
Autor: Guilherme Gomes
Editora: Coerência
Ano: 2017
Páginas: 250

Livro cedido em parceria com a editora


Sinopse: Essa é a história de Gabriel, um garoto atormentado pelo seu subconsciente que ao descobrir uma espécie de doença psicológica com o poder de mudar o rumo de sua vida, é guiado para um futuro imutável.
Afogando-se em um mundo obscuro localizado em sua própria mente, o jovem culpa-se pelos acontecimentos já vistos nos quais não pode impedir ou interferir. Sentindo-se inútil e frágil diante do destino ganha um entendimento superficial em relação ao seu futuro: “A minha vida já foi escrita, não posso mudá-la”.
O garoto envelhece tentando ignorar as suas visões para não se culpar. Mas, nos seus atos de ignorância, percebe que mesmo que ignore o futuro, o futuro jamais o ignora. E assim, abandona as teorias e agarra-se a uma certeza absoluta: “É preciso acabar com isso, antes que isso acabe comigo. ”
Buscando na música uma forma de se agarrar à realidade, Gabriel vivencia suas aventuras de forma comum como qualquer outro adolescente. Até o momento em que seu subconsciente volta a interferir em sua sanidade, confundindo-o e o deixando desequilibrado, batalhando numa constante guerra emocional.




Olá, leitores!

Hoje trago a resenha de Apenas um Sonho, de Guilherme Gomes, em parceria com a Editora Coerência.

Em Apenas um Sonho temos a história de Gabriel, um garoto aparentemente comum, mas que vive atormentado por seus sonhos.

Gabriel sonha e o que ele sonha vem realmente a acontecer em sua vida real e isso o deixa extremamente amedrontado.

“Quando eu achava que tinha me curado, isso voltava. Voltava cada vez mais forte. Eu adiava minha cama, odiava meu quarto, odiava ficar exausto e ter que dormir.”

A trama é narrada pelo próprio Gabriel e o que temos é seu momento presente, onde ele se encontra internado e escreve, e suas lembranças de tudo o que ocorreu antes dele ir parar na clínica.



No começo da história, Gabriel vive com sua mãe e sua avó e os fatos já começam a ocorrer nesse período. Após o falecimento de sua avó, acontecimento previsto por ele em seus sonhos, Gabriel passa a ir morar com o pai.

Quando percebe que que o filho não está bem e doente, seu pai procura ajuda médica. E é ai que se desenrola toda a trama no mistério que são essas visões. Um dom ou uma maldição?

“A garota continuou a me olhar e disse com um sorriso sincero: - Eu sei que você não acredita nessas coisas. Mas acredite em você mesmo. É você que faz o seu destino.”

Quando comecei a ler o livro, eu pensei em algo bastante diferente do que realmente foi. Todos os sintomas e descrições feitas por Gabriel diante de seus sonhos só me deixavam mais curiosa pelo que poderia ser e eu cheguei a imaginar o que seria.

Mas com o desenvolvimento da trama, o autor nos leva para outros caminhos diante da doença de Gabriel. E o final é bastante inusitado, de certa forma. O que me deixou pensativa por vários dias e eu precisei conversar com outras pessoas que também haviam lido o livro.

“...A realidade é totalmente diferente, desorganizada, brutal. Em palavras eu formaria frases perfeitas, posso falar de amor, de estrelas, flores. Posso ignorar o ódio, a poluição, as pragas. Mas não posso ignorar isso no dia a dia, pois existem, existem e prejudicam.”

Enfim, achei a temática do livro de Guilherme Gomes bastante interessante e instigante, mas senti falta de um desenvolvimento maior no que realmente ocorria com Gabriel. Um aprofundamento elucidativo da doença que o acometia. 



Uma parte de que gostei muito foi que a cada capítulo há uma sugestão de música para ser escutada durante a leitura. Achei isso bastante criativo e eu segui todas!! Realmente é muito bom associar a história com uma trilha sonora.

Quanto à edição, está muito bem feita. Capa linda, diagramação impecável, com ilustrações e não encontrei nenhum erro de revisão.


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28 de julho de 2017

[Resenha] No Reino das Girafas


NO REINO DAS GIRAFAS
Autora: Jacqueline Farid
Editora: Jaguatirica
Ano: 2017
Páginas: 110

Livro cedido em parceria com a Oasys Cultural


SinopseUma mulher enfrenta o desejo da separação do companheiro e as dúvidas desencadeadas pelo desejo, tendo como cenário a exuberância da Namíbia. A solitária viagem de carro pelas cinematográficas paisagens namibianas são o pano de fundo para reflexões sobre o amor, a natureza, viagens e os hábitos contemporâneos. Jacqueline Farid mistura diário de viagem e ficção para contar a história de dois personagens que se apaixonaram e reforçaram os laços afetivos no país africano – o mesmo que, paradoxalmente, será o território do seu rompimento. Como ocorre em toda viagem a paisagens longínquas e aos próprios sentimentos, o que a espera é o inesperado.




Olá!!

Hoje venho com a resenha do livro No Reino das Girafas, de Jacquline Farid.

Esse é o primeiro romance da autora e ela nos guia pelas belas paisagens da Namíbia.

O livro é uma espécie de diário de bordo, onde a autora mistura realidade e ficção, contando um pouco da história, da cultura e da população dos lugares por onde passa e, ao mesmo tempo, ela também nos conta como uma mulher conheceu seu companheiro em terras africanas e hoje se prepara para o inevitável rompimento.

“Fecha os olhos e vê ele ao seu lado, a desfrutar daquele momento na mesma freqüência apaixonada que ela. É sua única experiência de telepatia, os dois a compartilhar o infinito, os retalhos do eterno que compõem a atmosfera de Etosha a fluir entre eles, formando uma inquebrantável aliança visível. O escuro da noite que desaba sobre a savana a encontra duplamente sozinha.”



O cenário exuberante e tão cheio de peculiaridades serve como pano de fundo para uma profunda reflexão do romance que seguiu os mesmos passos por onde essa mulher hoje passa em uma viagem solitária.

"Sente ali, pela primeira vez, a falta dele, que transforma o que para ela é o suplício das grandes mercearias em uma verdadeira excursão. Um tremular dos lábios enquanto os olhos se enchem de lágrimas torna a nova frase uma única palavra que não precisa ser escrita. Saudade."

Eu gostei muito do formato do livro em diário de viagem, e ao mesmo tempo, devaneios e reflexões de uma mulher às portas de um rompimento com seu companheiro.

A cada lugar que ela visita podemos conhecer um pouco, através de suas descrições, os moradores do local, hábitos, a vida selvagem e até mesmo o trato com os turistas.

É uma verdadeira viagem pela África e eu achei excelente para os que curtem viagens exóticas e para conhecer novos lugares e hábitos.



A parte do romance, mergulhamos fundo nas reflexões dessa mulher, todo passo que ela deu com seu companheiro e hoje o refaz sozinha. Refletindo sobre o amor e tudo o que o permeia.

É um bom livro para conhecemos um pouco mais da cultura africana e percebemos que, mesmo em lugares tão próximos, existem muitas diferenças de um para o outro. E eu gostei de ter conhecimento de um país que tenho curiosidade de conhecer.

"...mergulhada no cenário onde compartilhou os melhores momentos, está tão ávida de sinais confiáveis do futuro que procura algum indício até mesmo nas manchas da doce girafa, que obviamente não dizem nada. Resiste em compreender que este é um lugar onde não há porvir, onde o presente engole tudo."

A escrita da autora é bastante simples e de fácil compreensão. Só algumas partes que considerei descritivas demais e que podem tornar a leitura mais arrastada para alguns.

Gostei muito da capa. Perfeita para o contexto da história! A edição está bem feita e não encontrei nenhum erro.



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26 de julho de 2017

[Resenha] Esta é a minha confissão

ESTA É A MINHA CONFISSÃO
Autor: Thiago Savelli
Editora: Chiado
Ano: 2017
Páginas: 224

Livro cedido em parceria com o Autor


Sinopse: A história começa com um homem em casa sozinho esperando os amigos. É uma noite especial. Todos conseguiram arrumar um espaço na agenda atarefada para matar a saudade, mas o anfitrião tem um motivo a mais para tornar a reunião ainda mais importante. 
Ele pretende aproveitar o evento para entregar a um dos amigos uma carta. A confissão de algo terrivel que ele pretende fazer, uma despedida e mais do que isso, uma explicação.
A noite começa bem divertida. Quando os amigos chegam, é só diversão e risada. Mas conforme a noite avança e a urgência para entregar a carta aumenta, o protagonista esquece a presença dos amigos e só mergulha no seu proprio pensamento. 
Afinal, ele precisa tomar uma decisão antes da noite acabar.





Venho contar para vocês um pouquinho da história desse livro interessante, que me arrancou algumas risadas e me deixou apreensiva em alguns momentos.

Thiago conta a história de um homem que, a princípio, não se identifica. Ele é escritor, mora sozinho e aguarda a chegada de seus cinco amigos para mais uma noite de jogos.

"Mas então porque eu escrevi os livros? Os dois últimos vieram em consequência do primeiro. Eu nunca me achei um 'escritor'."

Eles se reúnem uma vez por mês, cada um deixando de lado suas vidas pessoais para estarem juntos, nem que seja por pouco tempo.

O personagem principal deixa o leitor apreensivo a todo momento, pois tem uma carta com sua confissão, que quer e precisa entregar a um dos amigos ainda naquele encontro.




Paralelamente aos acontecimentos da noite, o personagem nos conta um pouco de sua própria vida, de sua inabilidade em lidar com sua mãe, de seus dramas familiares em geral, de suas manias e de sua dificuldade em lidar com coisas naturais da rotina diária.

Nesse ponto, acho que o autor devaneia muito! Em alguns momentos, ele mesmo reconhece isso com frases semelhantes a "já estou voltando ao tema, disse isso apenas para explicar" ou "acho que fugi do assunto mais uma vez".

É comum acontecerem devaneios nos livros, mas nesse livro fiquei realmente confusa em vários pontos, principalmente quando observei que não tinha qualquer ligação entre o assunto original e o tema sobre o qual o autor falava no parágrafo seguinte.

Isso me deixou um pouco perdida na leitura por vários momentos e tive que reler alguns trechos para entender a ideia do autor.

"E para as pessoas queridas que o amavam. Eu nunca fui a favor da pena de morte. É engraçado como seus pensamentos flutuam de um para o outro. Sem muito nexo. Mas tem nexo. Estamos falando de morte afinal."




Algo que achei muito original no livro foi o personagem ter criado uma espécie de competição, ou "fórmula básica", como chama o autor, para ver qual deles era mais feliz.

Os quesitos são poucos: se tem alguém para amar, se tem algo para fazer e se tem algo para realizar, para a qual ele atribui um ponto em cada um. 

Ele analisa cada um dos amigos de acordo com os seus valores e explica os motivos e tais "notas", o que achei bem interessante.

Após cada análise, ele concluía se o amigo em questão seria ou não um bom candidato a receber a carta.

"Mas a pergunta mais importante é: ele é um bom candidato para receber a carta? Todos são, na verdade, senão não estariam aqui."

Outro ponto diferente que notei no livro foi que ele não menciona os nomes dos amigos, tratando-os inicialmente como "O primeiro a chegar", o "Segundo a chegar" e depois por seus apelidos, como "O Aposentado" e "O Pai", por exemplo.

O livro é narrado em primeira pessoa e se desenvolve entre as conversas com os amigos, as histórias pessoais do narrador e os seus devaneios, além dos pensamentos e sentimentos do autor sobre cada um de seus amigos.

Não posso falar mais detalhes para não dar spoiller, mas o final do livro, em minha opinião, não finalizou a história, o que me incomodou bastante, mas indico a quem curte tramas desse tipo.



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25 de julho de 2017

[Série Indicação] Stranger Things


Olá pessoal!

De volta depois de um mês corrido. Hoje escolhi falar de uma série um pouco diferente das que já trouxe pra vocês aqui no blog... Com vocês, “Stranger Things”.

Trata-se de mais uma série original do Netflix; desta vez, a plataforma fez uma opção ousada e apostou na ficção científica e em um leve terror. Até o momento, apenas uma temporada foi lançada (2016), com oito episódios. Nesse mês, o lançamento da segunda temporada foi confirmado para o fim de outubro.



“Stranger Things” acompanha o desenrolar de acontecimentos sobrenaturais na fictícia Hawkins, em 1983. Ao mesmo tempo em que misteriosos eventos ocorrem na usina de energia próxima à cidade, um grupo de quatro amigos encontra uma garota perdida e, aparentemente, sem lembrança alguma de seu passado.
A partir daí, a pacata cidade rural começa a ser assombrada por uma série de desaparecimentos e outras ocorrências estranhas. Ao longo dos episódios, a relação entre a usina, a garota e os mistérios de Hawkins é desvendada.


A série é um festival de referências e homenagens àquela que é considerada por muitos a melhor época de todos os tempos em termos de cultura pop: a década de 80. Ao assistirmos “Stranger Things”, temos a impressão de estarmos sentados em frente à TV naquele tempo (longínquo, para alguns) em que víamos filmes de ficção antigos na “Sessão da Tarde”. Fotografia e trilha sonora contribuem, e muito, para o clima “old school” da produção.


Em termos de enredo, se você não gosta de ficção sobrenatural, esqueça “Stranger Things” e continue navegando pelo Netflix. Se, como eu, você adora, a série é um prato cheio. Ainda que, para mim, os dois primeiros episódios demorem a entrar no ritmo, vale muito a pena insistir um pouco.
Liderado por Winona Ryder, indicada ao Globo de Ouro de atriz em série dramática pelo seu desempenho como Joyce Byers, o elenco é ótimo, com destaque para as crianças, especialmente Millie Bobby Brown, como a simpática Eleven.


Mesmo com grande parte dos mistérios resolvidos, a primeira temporada se encerra em clima de suspense; os fãs ficaram aliviados e bastante animados quando a segunda temporada foi anunciada. Chega logo, outubro!
E vocês? Já assistiram? Gostam desse tipo de série? Contem mais pra gente nos comentários.
Até a próxima!

24 de julho de 2017

[Resenha] A Zona Morta


A ZONA MORTA
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Ano: 2017
Páginas: 480

Livro cedido em parceria com a editora


SinopseDepois de quatro anos e meio, John Smith acorda de um coma causado por um acidente de carro. Junto com a consciência, o que John traz do limbo onde esteve são poderes inexplicáveis. O passado, o presente, o futuro – nada está fora de alcance. O resto do mundo parece considerar seus poderes um dom, mas John está cada vez mais convencido de que é uma maldição. Basta um toque, e ele vê mais sobre as pessoas do que jamais desejou. Ele não pediu por isso e, no entanto, não pode se livrar das visões. Então o que fazer quando, ao apertar a mão de um político em início de carreira, John prevê o que parece ser o fim do mundo?





John Smith é um pacato rapaz, professor na escola de Cleaves Mills. Ele tem levado sua vida com muita tranqüilidade ao lado de Sara, sua namorada e também professora. Seu pai é um homem bastante simples, trabalhador da construção civil; já a mãe é uma fervorosa religiosa, que acredita, desde que John sofrera um acidente na infância, ser ele alguém predestinado a uma missão muito importante.

Quando criança, Johnny estava patinando e insistentemente tentando realizar manobras de costas, ao se distrair, escorregou e caiu, batendo a cabeça contra o solo. Por alguns instantes permaneceu desacordado, mas socorrido por garotos mais velhos que lá estavam, foi recobrando os sentidos. Como resultado, lhe sobrou a marca e um galo, que a sua mãe logo observou ao chegar em casa.

Agora adulto, tal episódio nem lhe vinha mais à mente. Em época de halloween, Johnny e Sara só estavam pensando em ir ao parque, se divertir e reforçar os laços de um amor que estava florescendo entre eles. E assim o fizeram, só que com o carro de Sara, pois o dele estava quebrado.

Esse dia foi um tanto atípico para Johnny. No parque, ele decidiu arriscar a sorte no jogo de roleta, onde deveria apostar a casa em que a bolinha iria parar após o giro. Foram inúmeras as vezes em que seu palpite foi certeiro, ou não seria palpite? Seja como fosse, ele simplesmente sentia onde deveria apostar; todos estavam vibrando com seu sucesso e a possibilidade de quebrar a banca.

Aquilo tudo assustou um pouco à Sara, era muito estranho tamanha eficiência nos palpites, mas ele parou de jogar, pegou sua pequena fortuna e foram comer cachorros-quentes. Estavam entusiasmados com o passeio e a possibilidade de ficarem juntos por mais tempo. Era a oportunidade de terem uma boa noite romântica, já que estavam apaixonados.




Pena que a noite não iria terminar nada bem. Sara começou a passar mal e acabou vomitando muito. O clima meio que esfriou, e ela que estava disposta a convidá-lo para passar a noite em sua casa, achou melhor não lhe fazer a proposta nesse dia. John a levou para casa e perguntou se ela não queria que ele ficasse, ou a levasse ao hospital, mas Sara deduziu que deveria ser apenas uma intoxicação pelo cachorro-quente, que poderia não estar tão bem conservado. Assim, ele partiu para sua casa, através do táxi que chamou.

Já na estrada depararam com um racha e foram atingidos por um dos carros que perdeu o controle. A colisão foi extremamente agressiva, vindo a matar o taxista e ferir gravemente ao Johnny. Com traumatismo craniano, ele foi levado ao hospital e sob o risco de morte. O acidente causou grande comoção em todos, tendo em vista que a avaliação dos médicos não trazia esperanças de recuperação.

O rapaz passou a ficar ligado a aparelhos que o mantinha vivo. Seu estado vegetativo era triste e desanimador, mas os pais decidiram entrar em dívidas hospitalares, na esperança de que ele pudesse acordar um dia.


Muitos meses decorreram e Sara decidiu seguir sua vida sem Johnny, mesmo com grande sentimento de culpa, como se estivesse abandonando alguém fragilizado. Mas a verdade é que não havia nenhuma perspectiva que seu quadro se alterasse.

Sara se casou, teve um filho, seguiu a diante. E num dia qualquer, após quatro anos e meio, sem mais nem menos Johnny acordou, falou e surpreendeu a todos com o inesperado. Mas ele não era mais o mesmo, algo modificara sua capacidade mental, pois ao tocar a enfermeira pode enxergar a vida dela, sua angústia e preocupação com a iminente cirurgia que o filho teria de realizar. E mais do que isso, ainda a tranquilizou ao ver que tudo transcorreria bem.



Daí em diante, isso seria um dom e um martírio para Johnny; seria tratado por abençoado e farsante. E como se adequar a essa nova realidade tão pungente e incontrolável, com o passado e o futuro em suas mãos. Mas ele não possuía a vaidade que poderia deixá-lo rico com tal capacidade, e é ai que ele percebe que tem uma missão maior a cumprir.

O livro de Stephen King é muito bom; mestre no campo do terror e do paranormal, ele nunca decepciona. Como não vibrar com um texto tão hipnotizante que causa a ânsia de ler sempre um pouco mais, para descobrir os próximos fatos e definir o suspense que nos assola?

A recomendação é mais que uma obrigação, pois não há possibilidade de se descobrir plenamente o gênero sem mergulhar no universo desse célebre escritor. A prova evidente de sua grande capacidade em criar as mais variadas tramas está nas muitas adaptações de suas obras para o cinema, inclusive esta, “A Zona Morte”.

Mergulhe nesse mundo fantástico e tenha experiências incríveis!


"Todos nós fazemos o que podemos, e isso tem de ser bom o bastante..."


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21 de julho de 2017

[Resenha] Ilusão

ILUSÃO (Trilogia Os Montenegro #I)
Autora: Jas Silva
Editora: Astral Cultural
Ano: 2017
Páginas: 352

Livro cedido em parceria com a Editora

Sinopse: Mariana, a caçula da tradicional e rica família Montenegro, é uma jovem obstinada e competitiva que durante anos foi uma das amazonas mais promissoras de Santa Catarina. Até que, por uma reviravolta cruel do destino, ela se viu obrigada por seus irmãos, Marcos e Isadora, a deixar toda a sua vida para trás: seus sonhos, planos para o futuro e até mesmo Henrique, o homem por quem sempre foi apaixonada. Depois de cinco anos vivendo em Portugal, Mariana fica sabendo que Henrique está noivo da última pessoa que ela poderia imaginar: sua irmã. Após essa descoberta, a jovem decide voltar ao país em uma última tentativa de conquistar o homem que ama e revelar um pequeno segredo. As coisas, porém, não saem como planejado e ela se vê envolvida em um jogo sórdido de mentiras e escândalos. Mariana é forte, mas muito impulsiva. Por sorte, ela tem ao seu lado Guilherme, um amigo de infância que sempre fez de tudo para protegê-la. Traições, segredos desvendados e descobertas inesperadas. Ilusão nos prende do começo ao fim com seus personagens intensos e cenas ardentes.





Olá, leitores! Hoje o post vem trazer a história de Mariana, uma jovem apaixonada por cavalos que amava as competições e tinha Zeus, um lindíssimo cavalo que, além de tudo, era um grande amigo.

"Minha paixão mesmo eram as competições, os desafios e os riscos que tudo aquilo envolvia. Era essa adrenalina que fazia meu sangue ferver."


Desde sempre fascinada por Henrique, Mariana finalmente encontra uma maneira de se aproximar dele e, em um jogo de sedução, um impulso de um momento transforma toda a sua vida.

Mariana é de uma família tradicional de Santa Catarina e perdeu os pais em um acidente. Não tem um bom relacionamento com a irmã, Isadora. Seu irmão mais velho, Marcos, toma conta das irmãs como se fossem crianças.

Ao descobrir o ocorrido entre Mariana e Henrique, determina que ela irá morar em Portugal e, sem escolha, ela o obedece, sem ter a ajuda nem a presença de ninguém de sua família em sua vida.

Sozinha em Portugal com seus segredos, a única pessoa que Mariana tem a seu lado é Guilherme, seu melhor amigo, com quem sempre pode contar.



Após 5 anos, assim que descobre sobre o noivado de Henrique com sua irmã Isadora, Mariana retorna ao Brasil com o objetivo de revelar a todos o seu segredo e, claro, se envolve em confusões com desfechos inimagináveis!

"Não resisti ao impulso, eu era fraca quando se tratava dele e, apesar da maneira severa com que me encarava, como se estivesse vendo um fantasma do passado, esqueci-me de todos os motivos pelos quais deveria me manter afastada e o beijei faminta de desejo."


Completamente apaixonado por Mariana, Guilherme enfrenta cada encontro dela com Henrique (por mais que seja para falar das pendências do passado) como uma grande facada no peito e sofre junto dela por todas as intrigas, mentiras e problemas que ela tem que enfrentar.

A partir daí, um verdadeiro mar de confusões acontece na vida de Mariana e ela, ora muito forte e, em outros momentos, frágil emocionalmente, tenta sobreviver a tantos desafios que a querem sufocar.

O livro se desenvolve com muitos altos e baixos, daquele jeito que o leitor não quer largar a leitura nem por um segundo enquanto não descobre o que vai acontecer em seguida.

"Eu não tinha uma resposta para a sua pergunta, até porque eu não era o melhor conselheiro quando se tratava de assuntos sentimentais. Acho que nenhum de nós três era."


Não posso dar detalhes para não estragar a leitura, mas garanto que temos muitas fofuras nesse livro, bem como cenas de humor e muitos, mas muitos dramas familiares!

As cenas quentes também ocorrem, o hot é muito bem trabalhado, gostoso de ler e sem tanta vulgaridade. Não apenas nessa parte, mas em todo o livro temos alguns personagens que falam palavrões, o que pode não agradar a alguns leitores, mas a mim não incomodou, pois eram pertinentes devido às cenas narradas.

A narrativa é em primeira pessoa e ocorre não apenas pelos personagens principais, mas também por personagens secundários, mas não menos importantes para o desvendar de tanta coisa que ocorre no livro.


A trama escrita por Jas Silva é muito bem elaborada, com muitos segredos e acontecimentos que não apenas se encaixam, como também justificam (ou tornam de mais fácil compreensão) a personalidade e os comportamentos dos personagens.

Um personagem que, para mim, se destacou, foi Guilherme, uma pessoa de boa família e de boa índole, que não mede esforços para provar sua amizade (ou seria o seu amor?) por Mariana.

Fiquei impressionada com o modo terrível com que alguns personagens podem agir para ter o que querem, mesmo se isso for arruinar outras vidas. Chega um ponto da história onde segredos do passado de Mariana virão à tona e ela terá que ser muito forte para passar por tudo.

A busca pelo poder financeiro e por levar a vida conforme determina a sociedade também estão muito presentes na história, o que a torna ainda mais real nos dias de hoje.

A edição está muito bem feita! Folhas amareladas e fonte que facilita a leitura. No início de cada capítulo, temos lindos desenhos que parecem pétalas e deixam tudo ainda mais bonito. Não encontrei erros de escrita.

Recomendo aos amantes de um bom romance, com boa dose de drama e muitas cenas quentes!

Como podem ver na capa do livro, se trata de uma trilogia e eu já estou curiosa para ler os próximos volumes e continuar a me deliciar com as histórias da família Montenegro!





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20 de julho de 2017

[Entrevista] Camila Pelegrini

Olá, leitores!

No post de hoje, o Blog Pacote Literário traz uma entrevista especial com a autora parceira do blog Camila Pelegrini!


Vamos conhecer um pouquinho mais sobre ela?!


1 - Quem é Camila Pelegrini?
R:É tão difícil falarmos sobre nós mesmos, né? Haha Mas vamos lá, sou advogada, vegetariana, louca por animais e por causas perdidas (referência à minha música favorita).  Tenho na literatura meu espaço particular e também meu encontro com outros. Escrevo pensando no poder que ela tem de entreter e de transformar.

2 - Quando e como começou a escrever?
R: Sempre escrevi textos acadêmicos, redações para concursos, etc. Ficção comecei a escrever em 2013, quando uma ideia me atingiu em cheio. Com a experiência, acabei de me descobrindo e me apaixonando. Não parei mais desde então.

3 -Tem algum autor que considere uma referência para o seu trabalho como escritora?
R: Tenho vários! Vou citar J.K. Rowling, Machado de Assis, Stieg Larsson, Jorge Amado, Harlan Cobem, embora seja grande admiradora de muitos outros.

4 - Fale um pouco sobre "Aos olhos de Zoe”
R: Aos Olhos de Zoe é meu xodó hahaha é um romance bastante leve e divertido narrado integralmente pelo ponto de vista de uma cachorrinha ex-moradora de rua, a Zoe.

Com sua inocência, ela conta todas as suas bagunças, salienta suas dúvidas a respeito do comportamento humano e emociona com seu amor e sua entrega incondicionais.




resenha aqui

5 - Tem algum personagem favorito em algum de seus livros ou um com quem mais se identifique?
R: Meu personagem favorito é a Zoe. Nela vejo tudo o que existe de melhor no mundo. A empatia, o carisma, o amor, o companheirismo, a bondade, o altruísmo. Tudo isso em um ser que é pureza e que tem muito mais a nos ensinar do que a aprender.

Porém acho que me identifico mais com a Anabele, protagonista de Sombras do Medo. Ela é tímida, reservada, mas tem dentro de si uma vontade imensa de fazer algo pelo mundo.  

6 - Quanto às características dos personagens, você se inspirou em alguém que conhece?
R: Costumo dizer que tudo o que vivemos, sentimos e presenciamos nos influencia na escrita, ainda que inconscientemente, então acredito que há mais de quem eu conheço do que planejei (risos).

Voluntariamente, no entanto, posso citar a Amanda, mãe de Anabele, como inspirada na minha. A força e a generosidade das duas me encantam.

7 - Qual o seu próximo projeto?
R: Estou trabalhando no meu terceiro livro, A Maldição dos Inocentes.  É uma história sobre caça a uma bruxa, sob uma perspectiva feminista e de crítica social. Também estou trabalhando (junto a muitos outros profissionais maravilhosos) em uma antologia solidária chamada “Os animais também vão para o céu”.

Serão 20 contos, todos ilustrados, sendo que a renda integral obtida com as vendas dos exemplares será destinada a 5 ONGs de amparo animal.


8 - Deixe um recadinho aos nossos leitores.
R: Gostaria de agradecer ao Blog Pacote Literário, por abrir este espaço para o meu trabalho e para mim, e agradecer também aos leitores, por lerem até aqui. Agradeço ainda por apostarem na literatura nacional e a fortalecerem. Nem imaginam como isso me faz feliz!

Espero que tenham a oportunidade de ler algum dos meus livros. Se o fizerem, vou adorar saber o que acharam! 

Beijos <3


Camila, o Blog Pacote Literário agradece pela entrevista! Reiteramos nossa admiração pelo seu trabalho e lhe desejamos muito sucesso !!!




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